… Sávio, o “Anjo Loiro da Gávea”

Três pontos sobre…
… Sávio, o “Anjo Loiro da Gávea”


(Imagens localizadas no Google)

● Me lembro como se fosse hoje. Foi a primeira vez que eu assisti futebol por iniciativa própria. A inesquecível Copa do Mundo de 1994 já tinha me encantado, mas, até então, meu contato com o mundo do futebol era através de meu pai; se ele assistia, eu estava lá ao seu lado.

E então, naquele sábado à tarde, dia 22/10/1994, quando eu liguei a TV, vi na tela “Flamengo x Palmeiras”. Uniformes marcantes que se constrastavam: um era rubro-negro na horizontal; o outro era alvi-verde na vertical.

Eu sabia que eram dois grandes times do futebol brasileiro, mas, em meus oito anos de idade, não tinha a dimensão de que se tratava do confronto entre os dois últimos campeões brasileiros (Flamengo em 1992 e Palmeiras em 1993).

Eu também sabia que o Palmeiras (time do coração de meu pai) era uma verdadeira seleção, com: Vellloso, Cláudio, Antonio Carlos Zago, Cléber e Roberto Carlos; Flávio Conceição (Amaral), César Sampaio, Zinho e Rivaldo; Edmundo e Evair. Só depois fui saber que aquele esquadrão tinha sido montado com o dinheiro da Parmalat – o que não tira o mérito do time.

O Flamengo tinha o veterano goleiro Gilmar Rinaldi, o paraense Charles Guerreiro, o ótimo meia Marquinhos, o camisa 10 Nélio e o uberabense Rodrigo Mendes. Mas um jogador chamou minha atenção nessa partida: o camisa 11 do Flamengo, Sávio.

Naquele jogo, ele fez os dois gols, acabou com o jogo e com a invencibilidade do Palmeiras no Campeonato Brasileiro daquele ano. O primeiro gol saiu no primeiro tempo, com Sávio aproveitando um rápido contra-ataque, disparando pela esquerda e soltando um petardo cruzado, só parando ao ver a bola estufar as redes. O segundo saiu na etapa complementar, quando o camisa 11 foi derrubado por Antonio Carlos dentro da área. Sávio mesmo converteu o pênalti e fechou o placar em 2 a 0.

● Desde aquele momento passei a admirar capixaba de Vila Velha.

No ano seguinte, ele veio a fazer parte do “melhor ataque do mundo”, com Sávio, Romário e Edmundo (que na verdade foi um fiasco). Mas conquistou seus títulos e deixou seu legado no Flamengo, onde atuou de 1992 a 1997.

Mas minha admiração cresceu mesmo quando ele foi vestir a camisa merengue do Real Madrid. Lá ele venceu, entre outros títulos, três UEFA Champions League. Não era tão consistente e por muitas vezes foi reserva, mas fez parte da história de um dos períodos épicos do clube, entre 1998 e 2002.

Depois de Madrid, Sávio se tornou um cigano da bola, rodando por Bordeaux (2002/03), Zaragoza (2003-2006, onde conquistou a Copa do Rei de 2003/04 em cima do próprio Real), teve uma volta relâmpago ao Flamengo (2006), Real Sociedad (2007), Levante (2007), Desportiva Ferroviária (2008), Anorthosis Famagusta (2008/09) e encerrou a carreira no Avaí, em 2010.

Pela Seleção Brasileira, foi destaque no Pré-Olímpico e conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

Na seleção principal, foram 32 jogos e seis gols, entre 1994 e 2000.

Com o fim de sua carreira, ficou a impressão de que Sábio poderia ter sido muito maior do que foi. Mas ainda assim foi grande. O “Anjo Loiro da Gávea”.

● Feitos e premiações de Sávio Bortolini Pimentel:

Pela seleção Brasileira:
– Medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de 1996.
– Campeão do Torneio Pré-Olímpico em 1996.
– Vice-Campeão da Copa Ouro da CONCACAF em 1996.

Pelo Flamengo:
– Campeão do Campeonato Brasileiro em 1992.
– Campeão do Campeonato Carioca em 1996.
– Bicampeão da Taça Guanabara em 1995 e 1996.
– Campeão da Taça Rio em 1996.
– Campeão da Copa Ouro Sul-Americana em 1996.
– Campeão da Copa dos Campeões Mundiais em 1997.

Pelo Real Madrid:
– Campeão da UEFA Champions League em 1997/98, 1999/2000 e 2001/02.
– Campeão da Copa Intercontinental em 1998.
– Campeão do Campeonato Espanhol em 2000/01.
– Campeão da Supercopa da Espanha em 2001.
– Campeão da Supercopa da Europa em 2002.
– Tricampeão do Troféu Santiago Bernabéu em 1998, 1999 e 2000.

Pelo Real Zaragoza:
– Campeão da Copa do Rei em 2003/04.
– Vice-Campeão da Copa do Rei em 2005/06.
– Campeão da Supercopa da Espanha em 2004.

Pela Desportiva Ferroviária:
– Campeão da Copa do Espírito Santo em 2008.

Pelo Avaí:
– Campeão do Campeonato Catarinense em 2010.

Distinções e premiações individuais:
– Eleito o melhor jogador do Campeonato Carioca em 1996.
– Artilheiro da Copa do Brasil em 1995 (7 gols).
– Artilheiro da Copa Ouro Sul-Americana em 1996 (3 gols).

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